quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A IMPORTÂNCIA DO CONSELHO FISCAL PARA A ABP

Prezados Colegas

A inerente e necessária participação dos associados da ABP em todas as funções e mecanismos gestores vêm ampliando o conceito de controle fiscal sobre a administração da Diretoria Executiva e plena. Nestes termos a representação característica do exercício da cidadania numa instituição democrática e moderna vem sendo reforçada pela participação efetiva e colaboração dos associados nos diversos segmentos da instituição, reafirmando o papel do controle fiscal externo à Diretoria, para responder à Associação e a sociedade como um todo, sobre a boa aplicação dos recursos da entidade.

O Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Psiquiatria é um órgão da maior importância para a transparência do funcionamento de nossa instituição, procurando respeitar o interesse dos seus Sócios e apontar para o crescimento responsável. Este conselho segundo o estatuto da ABP tem a obrigatoriedade de fiscalizar todos os atos de gestão no que tange aos fatos econômicos e financeiros, que refletirão na Instituição como um todo.

A eleição de seus membros é feita em separado daqueles da Diretoria e dos Secretários Regionais, para que haja absoluta independência em relação aos atos de fiscalização que serão sua atribuição.

A CHAPA UNIDADE, AÇÃO E ÉTICA visando contribuir para o contínuo crescimento da ABP, vem apresentar a candidatura dos colegas psiquiatras que (*SE)postulam, através da escolha democrática compor o Conselho Fiscal da ABP:

Membros Titulares
Hilda Clotilde Penteado Morana (SP)
Blandina Belli Vieira (SC)
Fernando Grillo Gomes (RS)

Membros Suplentes
José Henrique Cunha Figueiredo (RJ)
Alfredo José Minervino (PB)
Sergio Rodrigo Stella (RR)

Nosso apoio se sustenta no fato de reconhecermos que estes candidatos são oriundos de diversas regiões do país, expressando a diversidade de interesses e organização política da entidade, apresentando uma extensa e conhecida lista de trabalhos realizados durante muitos anos para a instituição e para a Psiquiatria Brasileira, além de serem sabidamente íntegros, idôneos, honrados, tecnicamente competentes e independentes, características essenciais para o exercício dos cargos a que se candidatam.

Convidamos os colegas a acompanhar o blog: http://forumpsiquiatria.blogspot.com/, onde vamos discutir este e outros assuntos em mais detalhes.

Muito obrigado


UNIDADE, AÇÃO E ÉTICA

Diretoria Executiva
Presidente: João Alberto Carvalho
Vice-Presidente: Luiz Alberto Hetem
Secretário: Paulo Zimmerman
2º Secretário: Rosa Garcia
Tesoureiro: João Carlos Dias
2º Tesoureiro: Hélio Lauar

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mulheres

Abaixo uma mensagem da colega Blandina Belle Vieira, de Florianópolis.

Unidade, Ação e Ética


Mulheres


Com todo respeito e admiração ao homens, a quem agradeço todos ensinamentos que me proporcionaram e parceria que sempre me concederam, dirijo-me às mulheres, colegas psiquiatras.

Gostaria de reportar-me ao último Congresso Brasileiro, ocorrido em Curitiba- PR, no ano passado. Durante a AGD, tivemos oportunidade de convidar todas as delegadas presentes para uma discussão, que considero histórica. Apesar de não termos levado adiante nossa intenção de nos organizar, e assim, nenhuma de nós representar o movimento feminino, se assim podemos denominá-lo, julgo oportuno me dirigir às colegas para relatar o ocorrido.

Nos reunimos para pensar nossa condição associativa. Apesar de constituirmos um número altamente expressivo de associados, pois representamos 39,04%, nunca galgamos cargos representativos na nossa Associação máxima. Já chegamos a Presidentes de Federadas, Secretárias Regionais, uma ou outra assumiu algum cargo periférico na ABP, mas parece que nenhuma se autorizou a ascender mais.

Longe de adotarmos uma postura de vítimas da tirania masculina, que realmente não nos cabe, questionamos tal realidade. Teria algo a ver com nossa identidade com o poder? Não cremos em nossa própria capacidade e por isso não votamos em nós? Preferimos agir nas sombras? Houve época em que não confiávamos em mulheres médicas,essa realidade felizmente transformou-se,se constituindo hoje, em diferencial positivo.

Na ocasião, marcamos uma reunião com o João Alberto, que prontamente nos recebeu, para debatermos seu posicionamento a respeito da representatividade feminina junto á ABP. As que estiveram presentes, e apenas não nomino, pois posso omitir algum nome e seria imperdoável, testemunharam seu posicionamento a essa realidade.

João Alberto, por formação pessoal, sempre pautou suas escolhas pela capacidade laborativa, dedicação e conduta ética, sem discriminar por quaisquer motivo, e sem adotar uma atitude protetora, o que caracterizaria uma discriminação às avessas. Em nenhum momento, adotou atitude eleitoreira de barganha, nem ofereceu cargos para obter apoio do eleitorado feminino.
Apenas e tão somente, com a transparência que lhe é peculiar, reforçou seu posicionamento de respeito as mulheres e abertura para parcerias de trabalho, sem atitudes discriminatórias.

Saímos da reunião com o consenso de que o apoiaríamos, incondicionalmente. Por isso dirijo-me a todas Mulheres Delegadas, solicitando seu apoio à candidatura do João Alberto, e incentivando a todas as colegas psiquiatras para que unidas, possamos nos acreditar.

Até Porto Alegre,

Blandina

terça-feira, 11 de setembro de 2007

COMPROMISSO MÉDICO

Devemos avançar na reafirmação dos compromissos da futura diretoria da ABP em relação às Políticas de Assistência em Saúde Mental no Brasil.

Logo de início deve ser salientado que a questão da assistência psiquiátrica não pode ser dissociada da Saúde em geral. Na medida em que postulamos a reafirmação da psiquiatria no campo médico, nossas posições devem, necessariamente, ter uma ampla vinculação com as dificuldades da saúde do povo brasileiro. Assim sendo,

1 - O financiamento da saúde é um tópico importante para todos e nossa atenção deve ser particularmente voltada para a psiquiatria, porém em articulação com questões no campo da arrecadação de verbas, destinação de orçamentos, recursos, entre outros. As prioridades têm que ser estipuladas com base científica e levando-se em conta a articulação entre todos os níveis de assistência. A garantia dos recursos necessários para o financiamento da saúde é fundamental. A ABP deve se manter unida às Entidades Médicas que lutam pela aprovação no Congresso Nacional do Projeto de Lei que possa garantir que a saúde seja finalmente uma prioridade nacional. A promoção da saúde deve contemplar tanto as ações preventivas quanto as terapêuticas curativas e paliativas.

2 - Os critérios para avaliação de serviços só podem ser bem definidos com fundamentação técnico-científica, longe de interesses específicos ou corporativos, com participação das entidades médicas em todas as etapas do processo.

3 - Há carência de médicos em diversas instancias de assistência, particularmente nas áreas do país comumente necessitadas de mínimos recursos para boa atenção à saúde. A insuficiência de psiquiatras nos serviços, em nosso caso específico, não pode ser atribuída a falta de interesse do profissional. A escassez de programas de treinamento especializado é um fato relevante em diversos Estados do país, sem anúncio claro de propostas de solução. A falta de Residências Médicas em diversos locais é incontestável, sem falar na luta para manutenção de bolsas na medida em que os programas e a própria especialidade vão se desenvolvendo.

4 - A presença do psiquiatra nas Comissões Técnicas não é garantia de debate aprofundado com a especialidade. Sua efetiva participação, sem desmerecer a participação de outros profissionais, deriva do respeito ao campo da atuação da psiquiatria e às responsabilidades de cada área do conhecimento. A psiquiatria é uma especialidade médica que tem mostrado um acelerado desenvolvimento nas últimas décadas, graças à contribuição dos avanços das neurociências e da psicofarmacologia, que vieram se somar aos avanços anteriores da psicoterapia e das ações comunitárias. Entretanto, o desenvolvimento da saúde mental na população em geral não prescinde das atividades multiprofissionais e interdisciplinares. Desta forma, a ABP entende que as Comissões Técnicas que são chamadas a normatizar a assistência em saúde mental devem contar sempre com a presença das entidades que representam as diversas profissões que compõem a equipe de saúde mental. Nenhuma profissão substitui o saber de outra. Todas as ações e saberes devem ser contemplados, sem o que, a visão dos agentes de saúde fica enviesada e insuficiente.

5 - Programa de capacitação e Educação Continuada dos profissionais engajados no serviço Público, com rígido controle de qualidade, não serão esquecidos. Além do PEC-ABP, há que se desenvolver outros instrumentos que auxiliem nesta difícil tarefa.

6 - A baixa remuneração do médico no Serviço Público é um obstáculo que terá que ser superado. Os níveis de atenção são interdependentes e os profissionais devem ser remunerados e treinados com igual atenção. Salários estimulantes em um programa de saúde e insuficientes, ou mesmo indignos, em outro, é um dos indicadores de pouca coerência no setor. A Medicina não tem um Plano de Cargos e Salários, o que nos parece fundamental para que haja estímulo aos médicos para que trabalhem nas localidades mais carentes de atenção.

7 - As conquistas observadas na saúde não são suficientes para disfarçar a deterioração preponderante em diversas áreas.


8 - A questão dos leitos psiquiátricos no Hospital Geral deve ter atenção garantida na assistência em Saúde Mental. Os critérios de prescrição, não apenas de medicamentos, mas também o tempo de tratamento, a duração da internação nos casos mais graves, as altas e outros procedimentos de natureza médica devem ser respeitados.


9 - Os medicamentos da chamada cesta básica e de alto custo devem receber a mesma atenção e prioridade, com vistas ao fornecimento garantido e à qualidade.

10. A redução de mais de 50.000 leitos em hospitais psiquiátricos no país não foi substituída em tempo hábil por serviços nem alternativos e nem substitutivos. A criação de pouco mais de 1000 CAPS não está garantindo a atenção às necessidades da população. O aumento das internações judiciais mostra claramente isto. A Rede é insuficiente e muito irregularmente capacitada. Temos testemunhado o esforço elogioso de vários grupos em todo o país para realizar um atendimento eficiente e humanizado. Entretanto, a Lei de abril de 2001 manda priorizar as internações psiquiátricas em Hospital Geral. Mas os leitos psiquiátricos em Hospital Geral tiveram um aumento exíguo. O resultado é nefasto. Caso a orientação continue esta, não temos dúvida de que corremos o risco de ver surgir novos leitos manicomiais. É fundamental que o gestor desperte para esta realidade: deixar a população carente de atendimento suficiente e adequado leva, historicamente, ao manicômio.

São muitas as necessidades de adequação da assistência psiquiátrica. A observância de critérios científicos nos planos nacional, estadual e municipal e o debate técnico é possível com bom senso e respeito mútuo. A ABP não se opõe ao diálogo. Pelo contrário, pensamos intensifica-lo e entendemos que uma instituição sólida e representativa como a nossa é interlocutora essencial hoje.

Sabemos que as colocações acima percorrem apenas alguns aspectos da assistência, mas ilustram nossa forma de pensar e os compromissos assumidos. Lutamos por isso.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Sistema eleitoral

Caros Colegas,

Nos últimos dias, foi perguntado se o sistema eleitoral da Associação Brasileira de Psiquiatria atende às atuais necessidades e desejos dos associados. Esta é uma questão legítima e, já adianto, entrará em pauta no triênio 2007-2010 sob a administração da chapa Unidade, Ação e Ética, se determinado por nossa AGD ou solicitado por nossas federadas, segundo nosso regimento. Mudanças institucionais não podem ser feitas através de “slogans” eleitorais, sem prévia discussão e contextualização.

Este debate, saudável e, nos parece, necessário no momento é uma coisa. Outra bem diferente são ataques em relação a como a sucessão das diretorias vem sendo feita até hoje.

A ABP tem um sistema democrático sim. Colocar isso em dúvida agride as Federadas (e, portanto, os associados) e ofende todos os colegas, além de levantar suspeita sobre a legitimidade, dos que já exerceram, ou exercem, algum cargo na associação, de delegados a membros da diretoria executiva, secretários regionais, coordenadores de comissões cientificas e outras, membros dos conselhos fiscais, etc, construindo, nos últimos 41 anos, a representatividade e a importância experimentadas pela ABP atualmente. Também devemos afirmar que se observássemos vícios no sistema eleitoral, não participaríamos da disputa. Seria uma brutal incoerência, portanto, postular cargos através de um processo definido pelo candidato como pouco democrático e questionável.

O sistema federativo tem razões históricas que justificam sua existência. Não se pode, do dia para a noite, questionar a representação dos delegados como se estes tivessem chegado ao cargo por meios antiéticos ou autoritários. Seu voto é tão legítimo e democrático quanto o direto. No mais, a eleição desta maneira é uma demonstração do prestígio que as Federadas merecem, e vão continuar merecendo, junto à direção da ABP e também cumpre as determinações do Estatuto da associação.

Ataques neste momento ao direito dos delegados em eleger a diretoria da ABP nada mais são que tentativas de atribular um processo que sempre ofereceu resultados positivos para a associação e para os associados. É, claramente, uma chicana irresponsável e, sem dúvida, oportunista, em nada comprometida com o futuro da nossa profissão e dos nossos pacientes.

Em uma administração de caráter transparente, democrático e legítimo, uma diretoria responsável nunca se negará a discutir qualquer assunto, atendendo o desejo dos associados. Por isso, é compromisso desta Chapa, tão logo eleita, organizar debates de maneira responsável e nas instâncias legítimas e adequadas da ABP.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Breves considerações sobre a candidatura

Caros Colegas,

Como candidato a presidente da ABP para o triênio 2007 – 2010, gostaria de compartilhar as motivações, competências e planos de gestão, que me habilitam, e à minha chapa, a comandar nossa associação. Nos próximos dias, este blog vai abordar essas diversas questões. Espero que as informações sejam esclarecedoras.

Também estamos abertos a questionamentos, que os colegas podem fazer por meio das ferramentas (comentários e e-mail) deste blog.

Um abraço,

João Alberto Carvalho


Motivações

Minha motivação para ser presidente da ABP é enorme. Chego a este pleito com maturidade administrativa e associativa. Minha história profissional foi, não intencionalmente, uma intensa preparação para este momento. Ser presidente no triênio 2007 – 2010 é totalmente coerente com minha atuação nos últimos 35 anos.

Em 1973 já participava do diretório acadêmico na Universidade Federal de Pernambuco em época de grande ebulição política. Desde a juventude estou comprometido com os interesses das categorias às quais pertenço: naquela época os estudantes e agora os psiquiatras e os médicos em geral, além dos interesses dos pacientes sob nossa responsabilidade. Sempre estive na linha de frente sem me intimidar com as dificuldades.

E toda minha participação no movimento estudantil não prejudicou uma excelente formação acadêmica, como podem conferir no currículo ao lado.

Fui diretor da Associações Pernambucana e Nacional dos Médicos Residentes e já nesta época tive o prazer de trabalhar com Willian Dunningham (ex-presidente da ABP).

Sou um dos fundadores da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, que substituiu o Departamento de Psiquiatria da Sociedade de Medicina de Pernambuco. Nessa entidade fui diretor por duas gestões e presidente em uma, esta coincidente com a de Othon Bastos à frente da ABP. Fui membro do Conselho Regional de Medicina durante quase 10 anos. Ocupei a diretoria (como secretário) da Sociedade de Medicina de PE, hoje Associação Médica de Pernambuco, por duas gestões.

Na ABP ocupei o cargo de secretário regional do Nordeste, fui tesoureiro-geral, secretário-geral e vice-presidente. Sou familiarizado, portanto, com a luta pelos direitos dos psiquiatras, médicos e pacientes.

Também nos últimos anos a ABP consolidou um grau de maturidade e de representatividade inéditos. É preciso continuar esse trabalho e realizar os grandes projetos de que a ABP se tornou capaz. Considero que a Chapa Unidade, Ação e Ética, formada por colegas de comprovada capacidade administrativa e por novas lideranças, é a mais indicada para isso.


Principais contribuições

Como secretário regional do Nordeste participei ativamente do esforço para dinamizar as federadas da região. Ao lado do então presidente Rogério Aguiar, estimulei o fortalecimento dessas regionais, que adquiriram maior capacidade para defender seus interesses e oferecer benefícios aos seus associados.

Como tesoureiro-geral, ao lado de Miguel Jorge, atuei para consolidar o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que atingiu a importância atual, como o 3º maior evento de psiquiatria do mundo.

Como secretário-geral na gestão de Marco Antônio Brasil, criamos o Fórum de Federadas, ampliando a representatividade das regionais, aproximando as demandas locais das decisões nacionais e, principalmente, estabelecendo um instrumento que se tornou símbolo da orientação democrática na gestão da ABP.

Também sugeri os Fóruns Regionais e participei do desenvolvimento do ABP Comunidade, hoje uma das mais importantes iniciativas da associação. Além disso, integrei diversas comissões, entre elas a Comissão Organizadora do CBP.

Ao lado do presidente Josimar França, como vice-presidente, participei do planejamento do projeto Psiquiatria para uma Vida Melhor, estive envolvido diretamente na modernização da comunicação institucional e estimulei nossa participação na mídia nacional. Esforcei-me para valorizar as Jornadas Regionais, participei da Comissão que desenvolveu as Diretrizes para um Modelo de Assistência Integral em Saúde Mental no Brasil, indicado por Josimar e ao lado dele.

Também fui coordenador dos Departamentos da ABP, onde obtivemos avanços significativos. Estimulei as pesquisas e, como é de meu feitio, respeitei a identidade científica de cada grupo que compõe a ABP. Por fim, neste último triênio participei de uma administração séria, que criou subsídios para propostas políticas e manteve um posicionamento firme, alinhado com as Diretrizes para um Modelo de Assistência Integral em Saúde Mental no Brasil.


Composição da chapa

Gestão 2007 – 2010 - UNIDADE, AÇÃO E ÉTICA

Diretoria Executiva
Presidente: João Alberto Carvalho
Vice-Presidente: Luiz Alberto Hetem
Secretário: Paulo Zimmermann
2º Secretário: Rosa Garcia
Tesoureiro: João Carlos Dias
2º Tesoureiro: Hélio Lauar

Nossa chapa é composta por pessoas já com experiência administrativa na ABP e por novas lideranças que vão trazer diversidade de pontos de vista. Esta é a receita mais adequada no momento. Assim, cuidaremos para que os avanços não sejam interrompidos e, ao mesmo tempo, sejam complementados e enriquecidos com novas idéias e competências.

Reunimos uma chapa representativa do território nacional. Todos possuem experiência de ensino em psiquiatria, exercem a clínica psiquiátrica e possuem vivência política na vida associativa. Estão todos comprometidos com os interesses da ABP, do psiquiatra brasileiro e não com interesses específicos de grupos locais com ambições meramente pessoais.

Nosso grupo tem recebido manifestações de apoio de todos os lugares e das mais diversas áreas de atuação do médico psiquiatra.

Política de saúde mental

Tenho sérias divergências em relação à forma como está sendo conduzida a política de saúde mental pelo Ministério da Saúde, principalmente em relação ao tratamento dispensado aos psiquiatras. Minha posição em relação a isso é simples: temos impressas soluções para a maior parte das questões. Trata-se do documento “Diretrizes para um Modelo de Assistência Integral em Saúde Mental no Brasil”. Como presidente vou atuar obstinadamente para que suas orientações sejam implementadas.

Nesse sentido, também sempre que houver necessidade e em concordância com as instâncias democráticas da ABP, vamos aperfeiçoar o documento de acordo com as necessidades dos psiquiatras. Por fim, devemos ampliar as parceiras com a AMB, CFM e Fenam e estimular as frentes estaduais para acompanhamento em parceria com os CRMs de cada região.

João Alberto Carvalho

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Alguns projetos 2007-2010

É freqüente se escutar que o integrante de grupo que está na direção de uma instituição não deve falar sobre o que pretende fazer numa próxima gestão. Se sabia disso tudo, no que melhorar, por que já não o fez?

Nem sempre esse comentário procede. A crítica externa, aliás, é sempre muito fácil. No trabalho aprendemos muito e é justamente o conhecimento mais aprofundado que permite a evolução. Além disso, sempre que há crescimento e progresso surgem problemas novos, inerentes a níveis de funcionamento mais sofisticados.

Com isso em mente, listamos abaixo algumas ações que, a nosso ver, tornariam mais eficientes o funcionamento administrativo e o desempenho da ABP.

1. Setor de expedição de documentos e emails

Centralizado na sede da ABP no Rio de Janeiro, será o equivalente ao setor de protocolo de uma universidade. Idealmente atrelado ao cadastro para que as atualizações de dados sejam agilizadas, por ele vão passar as comunicações internas e com associados. Será foco de atenção especial a correspondência com autoridades e instituições internacionais.

2. Portal ABP

Além do que já existe na homepage da ABP, pretendemos inserir páginas para cada uma das Federadas e para cada Núcleo. Termos acesso e serviços diferenciados para médicos e, por seu intermédio, realizaremos a comercialização de produtos ABP (livros, DVDs do PEC, material didático). Idealizamos também uma área de lazer e cultura, para aumentar a integração dos associados.

3. Editora ABP.

Além de revisão/atualização dos livros que a ABP já tem publicados vai cuidar da confecção de novos materiais didáticos e de impressos padronizados para uso interno.

4. Setor de pesquisas da ABP

Responsável pela elaboração de projetos e pela coordenação de pesquisas. Por seu intermédio vamos buscar financiamento de instituições de fomento. Além disso, vai estimular a realização de consensos e subsidiar a imprensa com dados da ABP. Por ocasião das grandes datas, vai criar e coordenar campanhas de esclarecimento. Além disso, deve aumentar a integração entre os Departamentos e fornecer informações para as ações políticas da ABP.

5. Tesouraria

Principalmente durante esta última gestão houve incremento da captação financeira fora da indústria farmacêutica. No futuro pretende-se que haja ainda maior diversificação de financiamento, com projetos desenvolvidos para esse fim específico.

6. Programa jovem psiquiatra

Além do piloto previsto para o Congresso de Porto alegre, a idéia é criar no site uma área do residente com bate-papo, sugestões de leitura, propostas de emprego, etc... Seu incremento tem como objetivo, entre outros, aumentar o número de associados aspirantes da ABP, futuros efetivos e titulares.

9. Assessoria de imprensa regional e local

A ampliação dos serviços de assessoria de imprensa, hoje reconhecidamente indispensáveis, tem se dado de modo paulatino. Neste ano, ainda modestamente, iniciou-se a atividade em nível regional, por ocasião das jornadas regionais, com resultados muito satisfatórios. Não só isso deverá ser incorporado definitivamente como se pensa em expandir esta ação para os eventos locais de federadas da ABP.

10. Museu virtual da ABP

Nossa história se esvai pelos vãos dos dedos e se perde com facilidade assustadora. Se não houver ação específica e prioritária com o intuito de transformar essa realidade ela não mudará. Criaremos o Museu Virtual da ABP, com curadoria própria, que não só compilará dados e documentos a respeito da Associação como também da Psiquiatria Brasileira.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Apoios

"Meu caro João Alberto Carvalho, excelente apresentação!

Objetiva, resumida, com excelente currículo que o credencia com sobras para ser Presidente da ABP. Nossa entidade maior é hoje uma enorme potência representativa, administrativa e científica, além de estar se estendendo rumo às ações comunitárias. Exige uma diretoria e particularmente um presidente amadurecidos em todos estes aspectos. A experiência adquirida no exercício dos cargos da diretoria é fundamental para assumir a presidência com segurança. A diversidade das frentes que a ABP enfrenta impõe este preparo.

Nossa associação é hoje de porte internacional não por acaso. A continuidade das ações por anos e anos catapultaram nosso congresso, aperfeiçoaram a Revista Brasileira de Psiquiatria, fundamentaram nossas intervenções na Agência Nacional de Saúde Suplementar, solidificaram nossos pleitos junto à Comissão Nacional de Residência Médica e fortificaram nossa presença na AMB e no CFM. Chegamos à elaboração de um documento como a "Diretrizes para Atenção Integral á Saúde Mental".

Para levar adiante um corpo associativo de mais de cinco mil associados é necessário um trabalho intenso e maduro. Sem dúvida que estás neste ponto. Para quem, como eu, acompanhou todos estes passos que citaste em tuas "considerações sobre a candidatura" não resta dúvida sobre a tua motivação, dinamismo e sinceridade, tudo isto assentado em tua ética elegante e, destaque-se, leal.

Com todo meu apoio,"

Rogério Aguiar



"Quero deixar registrado meu apoio à chapa Unidade, Ação e Ética."

Luiz Fernando Chazan
UDA de Saúde Mental e Psicologia Médica
FCM-UERJ

"
Prezado João,

Não tenho dúvida que nessa apresentação resumida de seu programa de diretoria, você deixa claro o quanto está plenamente capacitado e preparado para liderar a próxima diretoria da ABP.

A ABP cresceu muito e você tem sido, sem dúvida, partícipe atuante e importante desse crescimento.

Acho que é um dever de todos aqueles que realmente se preocupam com a nossa Associação e que querem ver a continuidade do seu engrandecimento nos maiores variados campos - associativo, de educação continuada, de defesa de classe, de apoio a população etc. - apoiá-lo.

Com meu abraço."

Marco Antonio Brasil

"Prezado Dr João Alberto,
São ótimas as propostas a chapa que o senhor encabeça. Conte com o apoio de grande parte dos mineiros, inclusive o meu. Boa sorte."

Dr Rodrigo Nicolato


"Prezados,

Gostaria de registrar meio apoio ao João Alberto Carvalho e à chapa Unidade, Ação e Ética. Não conheço outro que possua tais características tão transbordantes. Tenho fé absoluta de que é o líder mais sensato, justo e experiente para conduzir a ABP no próximo triênio.

Espero que essa justiça se concretize, e que todos possam compartilhar dos benefícios resultantes desse nível de maturidade alcançado por João."


Paulo Carielo


"Colegas,

Gostaria de reiterar meu apoio a chapa do João Alberto e demais colegas. Registro por outro lado minha consideração pelo Itiro e Cordioli membros da outra chapa. Saúdo os colegas que estarão a frente do nosso Depto. de Interconsulta Vanessa, Ana, Edméa e Allan. Um abraço."

Maurício Tostes


"Caros colegas,

Em tempo, quero registrar meu apoio à chapa que inclui João Alberto e Paulo Zimmermann. Acho produtivo o surgimento de uma nova chapa, de oposição, com pessoas de expressão na psiquiatria nacional, pois entendo que isto é um estímulo para que um debate aberto de propostas seja realizado; no entanto considero que o grupo atual vem desenvolvendo um trabalho decente na nossa associação, que merece ser continuado.

Um abraço a todos."

Vanessa


"
Confirmo tudo: apoio a chapa do Luis Antonio para o Departamento, ótimas as mesas no evento, já me cadastrei como delegada, voto em vocês."

Sandra Forte


"Também apoio a Chapa do João Alberto e do Paulo. Ao longo destes anos tive o privilégio de trabalhar com os dois, tanto no Departamento de Interconsulta como no Boletim Científico. Os dois sempre me passaram muita tranquilidade e motivação por serem pessoas que são competentes, afetivas, democráticas, que valorizam aqueles que trabalham e também se preocupam com o psiquiatra lá da ponta que está na linha de frente.
Abraço a todos."

Letícia Furlanetto

"Colegas, como Vice, depois Presidente e depois ainda como ex-Presidente da ABP, tenho participado das atividades deste Departamento, ao qual estou vinculado por preferências profissionais e associativas. Compartilhei muitas de nossas atividades e mesmo como membro da diretoria da ABP procurei estar atento aos movimentos da Interconsulta. Trabalhei com vários colegas, desde o início com o Luis Antonio, a Sandra e outros, com muitas afinidades. Na eleição para a diretoria da ABP, como decorrência natural do trabalho associativo que nos têm unido, apoio fortemente a chapa liderada pelo João Alberto Carvalho e que conta com a presença do Paulo Zimerman, nosso Coordenador atual do Depto. de Interconsulta. Penso que representam sim a garantia de que a ABP continuará no trajeto associativo que a tem conduzido para a sua grandeza atual.

Respeito as opções de cada um é claro, com seus compromissos e afinidades, mas esta é a minha posição institucional.

Quanto ao Depto., volto a apoiar as sugestões já aqui apresentadas, independentemente das posiçoes pessoais de cada um em relação à eleição da diretoria da ABP, porque conheço a todos e sei de seus posicionamentos éticos e associativos."

Um abraço,
Rogério Aguiar


"Colegas,


Mais uma vez, reitero meu apoio incondicional a chapa do João Alberto, Luiz Alberto, Paulo, João Carlos, Hélio e Rosa.
Faço minhas as palavras do Rogério."


Marco Antonio Brasil


"Meus colegas,

Cada dia sinto que a melhor coisa foi eu ter disparado o email que recebi e ver que o grupo está unido.
Unidos venceremos com João Alberto Paulo, Vanessa , Edmea , Allan, etc...

A união faz a força. Continuem a campanha pois será importante e coesa esta divulgação, mesmo com respeito aos colegas da outra chapa."

Alexandrina

"Oi Colegas,

Com Vanessa na Coordenação da Interconsulta, sinto-me mais segura para topar o desafio de participar e colaborar em qualquer função que achem adequado para mim uma vez que, sugeriram meu nome. Acho uma ótima oportunidade para aprender mais com ela sobre liderança e integração do grupo, além de conhecer mais os colegas já que fico tão distante, aqui no Nordeste.

Quanto a eleição geral da ABP, confirmo o que disse a Paulo por telefone: torço pela Chapa de João Alberto e colegas.

Abraços"

Edméa


"Alô, colegas!

É ótimo o "sim" da Vanessa para a coordenação do Departamento. Agora é só formalizar todo o nosso organograma, sugerido pela Vanessa e Paulo, e todos os demais participantes mais presentes nesse importante debate.

E quanto á eleição da ABP, precisamos nos unir e fazer até "boca de urna" para o João Alberto, Hetem, Paulo, etc.

Abraços a todos"

Vera Lopes.

"Olá,

Desde junho / julho, quando surgiu a indicação para que eu concorresse à coordenação do departamento, venho pensando no assunto. Num primeiro momento recusei a indicação, por receio de não dar conta da tarefa, uma vez que meu dia-a-dia anda muito complicado. Mas fico aflita em não ver surgir outro candidato e, é claro, a função me parece desafiadora, o que sempre me incentiva. Então, estou procurando me organizar para corresponder a esta possível candidatura. Contar com a Ana, a Edmea e o Alan, parece-me bastante enriquecedor, principalmente em relação à Ana, com quem já estou acostumada a trabalhar, sei bem o quanto ela pode contribuir
.

Um abraço a todos"

Vanessa



"Enviei um texto de apoio aos colegas da chapa encabeçada pelo

nosso brilhante e entusiasta... Psiquiatra João Alberto...
que tenho absoluta certeza... irá conduzir com rigor...
projeto iniciado por você...nobre colega e amigo...
que soube enaltecer... e recolocar em seu devido lugar...
----------O LUGAR MÉDICO DO PSIQUIATRA---------- ...
COMPROMISSO QUE DEVERÁ CONTINUAR DEFENDENDO...

Estarei lá no Congresso Brasileiro, como delegado da Aperj, e dar meu voto consciente da vitória desta chapa de União.

Abraços"

Calil Nicolau Hezim


"Sou totalmente a favor e ao momento em que seguindo o teu trabalho na ABP, o trabalho de Marco Antonio Brasil, o de Josimar França, apoiemos a chapa encabeçada pelo João Alberto Carvalho. Trata-se de fortalecer neste momento a nossa ABP que atinge a sua maturidade.

Sugiro, de acordo com o resolvido nas duas últimas Assembleias das Federadas pre Congressos, mais e mais força seja dada ao movimento de rerorno da Psiquiatria as suas bases Médicas e uma enorme enfase na defesa do Hospital Psiquiátrico, que nunca impediu que a Psiquiatria Social se desenvolvesse, e ao contrário, fortificou a sua necessidade.

Em 2008 a Conferencia de Alma Ata fará 30 anos, e o "Action for Mental Health" do Kennedy é de 1961, e a Psiquiatria Comunitária Brasileira, que creio ter nascido no Murialdo, se antecipou quatro anos a OMS. Claro que estavamos trabalhando com Doenças Mentais e Comportamentais dentro das comunidades e em bases populacionais, e ainda não havia sido inventado este tal de sofrimento psíquico.

Parabéns e apoio total."

Ellis Arrigo Busnello


"Caro João Alberto, quanto tempo. Quando vier ao Rio de novo, vamos jantar juntos, me avise pois agora não estou mais representando a SBPRJ.
Parabens pelo seu programa e grupo.

Um saudoso abraço
e tudo de bom p vc e Família."

Luís Alberto Helsinger


"A chapa encabeçada por João Alberto Carvalho está muito bem constituida. Trata-se de um grupo que vai honrar as tradições da ABP e certamente ampliar a já muito boa qualidade dos serviços que presta aos psiquiatras do país inteiro, com óbvio positivo reflexo sobre nossos pacientes."

Prof. Jorge Adelino R da Silva
IPUB-UFRJ

"Prezados amigos e colegas,

Como associado da ABP desde a minha formatura em Medicina (já lá se vão 30 anos...) vejo hoje pela primeira vez uma disputa eleitoral pela direção de nossa associação. Longe de ver isso como ameaça, acho que os dois representantes maiores dos grupos, candidatos à Presidência, são figuras respeitabilíssimas em todos os aspectos e legítimos pretendentes ao cargo.

Disputas pela administração de uma sociedade como a nossa, que ora tem realmente grande poder e publicidade, devem ser encaradas como um fato normal.

Embora não seja delegado para votar na Assembléia, dou meu apoio pessoal à Chapa encabeçada por João Alberto, por entender que essa chapa reune no momento maiores e melhores condições de continuar um trabalho e de renovar o que é necessário."

Jerson

"Penso que os psiquiatras do Rio de Janeiro estarão muito bem representados pelo Dr. João Carlos Dias como um dos integrantes da chapa que disputa a nova gestão da ABP. Profissional experiente tanto na assistência quanto na elaboração de projetos em Dependência Química, o Dr. João Carlos, sem dúvida, dará importante contribuição na definição das políticas públicas de saúde mental, que a meu ver é onde se encontram atualmente os maiores problemas para a atuação do Psiquiatra, para a recuperação do paciente e reinserção social."

Ângela Bastos